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Hoje é dia: 03/03/2021



Óperas de Richard Wagner (1813-1883)

 

As óperas são o principal legado artístico de Wagner, podendo ser divididas em três períodos:

1 - O primeiro período começou quando o compositor tinha dezanove anos, com seus primeiros esboços de Die Hochzeit (O Casamento), que Wagner abandonou ainda no início, em 1832.

As primeiras três óperas terminadas foram:

Die Feen (As Fadas) (1833-1834), "Die Feen", Ouverture (Abertura), ópera germânica em 3 atos. Música e texto de Richard Wagner. Regente: Wolfgang Sawallisch e a Bavaria State Orchestra. "Die Feen" (The Fairies - As Fadas) foi a primeira ópera completa de Wagner, composta em 1833, quando ele tinha 20 anos e trabalhava como o mestre do coral (chorus master) em Würzburg. A ópera é descrita como "Grosse romantische Oper" (grande ópera romântica - grand romantic opera). Como já foi colocado, somente um ano antes, Wagner havia abandonado sua primeira tentativa de escrever uma ópera, Die Hochzeit (The Wedding - O Casamento). Existia um grande número de dificuldades em relação a nova linguagem germânica da ópera na década de 1830. Uma delas se relacionava à falta de libretos de qualidade, o que pode ter levado Wagner a escrever o seu próprio libreto; e outra é que havia um grande temor por parte das autoridades da Alemanha e da Áustria que a execução de óperas em alemão pudesse atrair seguidores nacionalistas revolucionários. Wagner revisou a partitura de Die Feen em 1834, quando esperava por uma produção. Entre as mudanças da versão de 1834 foi reescrever, a partir do zero, a cena de Ada: "Weh' mir, so nah' die fürchterliche Stunde". Entretanto, a ópera nunca foi executada durante a sua vida.

Embora "La donna serpente" de Gozzi tenha sido a fonte para o drama de Wagner, ele tomou o nome das duas personagens principais de "Die Feen", Ada e Arindal, da "Die Hochzeit". O libreto também introduz um tema fantástico que não estava no original. O libreto possui temas e padrões que foram recorrentes nos trabalhos mais maduros de Wagner. Estes incluem "redenção", um estrangeiro misterioso exigindo que sua amante não pergunte quem ele é, e longas narrativas expositivas.

 

 

Das Liebesverbot (Amor Proibido) é uma ópera em dois atos. O libreto foi escrito pelo próprio compositor a partir da leitura e comparação atenta de Shakespeare. Descrita como uma grande ópera cômica, foi composta em 1834 e Wagner regeu a premiere no ano de 1836 em Magdeburg.

Regente: Wolfgang Sawallisch Orquestra: Philadelphia Orchestra

 

 

Rienzi (ou também: Rienzi, o Último dos Tribunos) (1838-1840). Knappertsbusch's rare only stereo recording of the "Rienzi" Overture. Münchner Philharmoniker (Munich Philharmonic Orchestra) Hans Knappertsbusch November 1962.

 

 

O estilo de composição é, ainda, bem convencional e, consequentemente, não exibem as inovações que marcaram o compositor na história da música.


2 - O segundo período é considerado como tendo mais qualidade. Ele começa com: Der fliegende Holländer (O Holandês Voador; ou Le Vaisseau Fantôme, O Navio Fantasma) (1840-1841),

 

 

seguido de Tannhäuser (1843-1845) e

 

 

partitura com redução para piano

 

 

Lohengrin (1846-1848).

 

ou

 

 


3 - As últimas óperas de Wagner marcam o terceiro período. Alguns críticos opinam que Tristan und Isolde (Tristão e Isolda) (1857-1859) é a grande ópera do compositor.

 

 

partitura com redução para piano

 

 

Die Meistersinger von Nürnberg (Os Mestres Cantores de Nurembergue) (1862-1867) é sua única comédia ainda em repertório (a anterior Das Liebesverbot foi esquecida) e uma das óperas mais longas ainda sendo apresentadas.

Arturo Toscanini rege a NBC Symphony Orchestra, tocando a Abertura do Ato 1 de Die Meistersinger von Nürnberg.

 

 

"Der Ring des Nibelungen" (O Anel do Nibelungo) é um grupo de quatro óperas (tetralogia) baseadas na mitologia germânica. A obra levou vinte e seis anos para ser completada, exigindo cerca de quinze horas para ser executada.

A Tetralogia é composta por: Das Rheingold (O Ouro do Reno) (1853-1854),

 

 

Die Walküre (A Valquíria) (1854-1856),

 

 

Siegfried (1856-1857 e 1864-1871) e Vorspiel"/"Zwangvolle Plage!"/"Hoiho! Hoiho! Hau ein! Hau ein!"/"Da hast du die Stuecken, schaen". "Siegfried", third of the four operas of "Der Ring des Nibelungen" (The Ring of the Nibelung). Music and text by Richard Wagner (1813-1883). Conductor: Georg Solti & Vienna Philharmonic Orchestra Wagner's essential peculiarity is the representation of the drama as an element of introspection; his operas can't be considered operas in the traditional meaning of the word, but great compositions where music, singing, poetry and psychology merge to interpret the life. In Wagner's conception the drama expect an almost religious attention, which the public has to attend to as the story takes place in his mind; so the drama rises magically from the imagination of the public before being in music. The music of the Cycle is composed by a mosaic of leading motifs, the leitmotiv, which embode characters or feelings, so their continuos reappearing produces a sort of psychological premonition. No closed-form pieces or arias interfer with the free flow of the narration which goes on without solution of continuity from the beginning to the end of every act, subjecting the singing to the comment of an orchestra enormous for the number of instruments and resonant wideness. It is also important in Wagner the use of chromatism, that incessant wave of chromatic spirals which is took to extremes till it leave the tonal structure. The characters of these operas are taken from the old Norse mythology; the principle idea, tipically romantic, is based on the homesickness of an ancient world where you can find happiness, which expresses itself through the myth of redemption and the eterno femminino. In this way wagnerian characters don't restrict themselves to interpret something theatrically, they are really that thing and not a stage illusion. Wagner himself called his opera "the acts of music made visible". A dark idealogical system turns around the characters, that during the years has been subjected to various interpretations, which sometimes gave it even conflicting meanings and which went beyond the intentions of the composer: it's not absurd that the third act of "Siegfried" might have affected the development of psychoanalisis, when Siegfried believes he is looking at his mother in Brunnhilde. But Wagner develops his thoughts expecially in politics, changing continually the meaning according to those theories that influence him more; in fact when he started composing The Ring of Nibelungs, had had initially thought to base the Cycle on Feuerbach and Bakunin's ideas, as you can see in his essay "Das Kunstwerk des Zukunft", written during the revolution in Dresden: "The people are all those who feel a common necessity. Where there isn't necessity, there isn't real need. Where there isn't real need, aal the vices, all the crimes against nature swarm, that is the imaginary need. Now, the satisfaction of this imaginary need is luxury. Luxury can never be satisfied because, being something false, there isn't a true and real opposite to it which can satisfy and take up it. It wears out, it tortures and prostrates the lives of millions of poor men, it compells a world to be in the iron chains of despotism, without being able to break the golden chains of the tyrant". These words find their artistic correspondence in "Das Rheingold", when the evil Alberich enslaves the Nibelungs after he had forge the ring which makes him the lord of the world. Even Siegfried is an emblematic figure, as the victory of Positivism and the salvation of theworld have been seen in this drama; but it's only appearence. In fact in the Tetralogy, because of the wish of power longed by most of the characters, even a noble mind as Wotan is has to die in the fire of Walhalla, while Siegfried gets involved in the decline because he is victim of his own innocence. So the Tetralogy, which finishes with the destruction of the world and the cosmic return to nature, expresses the failure of that positivist theory Wagner exalted in 1849 and he wanted to dedicate his work to, leaving the place to a different schopenauerian interpretation. This pessimism embraced since 1854 is clear in the character of Wotan, when in the second act of "Die Walkure" he expresses the cessation of the will of leaving: "I renounce my work; I still long for only one thing : the end! The end!".

 

 

Siegfried funeral march (marcha fúnebre):

 

 

Götterdämmerung (Crepúsculo dos Deuses) (1869-1874).

London Philharmonic Orchestra/Sir Adrian Boult

 

 

A ópera final de Wagner, Parsifal (1877-1882), foi escrita especialmente para a abertura do Bayreuth Festspielhaus, baseada na lenda cristã do Santo Graal.

Richard Wagner's beautiful 'Parsifal' prelude. As performed by the Weiner Philharmoniker, conducted by Georg Solti.

 

 

Wagner explorou a mitologia germânica, em especial referências como o Edda em verso, a saga Völsunga e a Canção dos Nibelungos. Através de suas óperas e ensaios, Wagner defendeu uma nova forma de ópera, o "drama musical", em que todos os elementos musicais e dramáticos são fundidos. Diferente de outros compositores de ópera de até então, que geralmente delegavam a tarefa da escrita do libreto a outra pessoa, Wagner foi o responsável pelos seus, aos quais ele se referia como "poemas". Wagner também desenvolveu um estilo de composição em que o papel da orquestra é equivalente ao dos cantores.

 


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